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Agosto verde claro: mês de prevenção da leishmaniose em cachorros

Agosto verde claro é o mês dedicado à conscientização e prevenção da leishmaniose em cachorros. Essa doença, causada por protozoários do gênero Leishmania, é transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, também conhecidos como mosquito-palha.

Em relação à leishmaniose, além de sua notificação ser obrigatória, é uma zoonose, isto é, pode ser transmitida do homem para os animais e vice-versa. Quando não tratada, pode progredir para quadros graves, podendo levar até o óbito.

Durante todo o mês de agosto, o compartilhamento de informações tem o objetivo de promover uma maior compreensão sobre essa doença preocupante.

 Mesmo que você e seus animais não vivam em uma área endêmica, onde a doença é comum, é crucial entender e aprender a evitá-la, pois muitos destinos de viagens podem ser ser endêmicos para a doença. 

 

Como a leishmaniose é transmitida?

A doença é transmitida através da picada de flebotomíneos infectados. Os cães que são portadores do parasita e não estão sob tratamento servem como reservatórios, mantendo o parasita presente no ambiente e contribuindo para a propagação da doença.

 

Os sinais da leishmaniose em cachorros

  • Lesões de pele em focinho, orelhas e ao redor dos olhos
  • Emagrecimento
  • Crescimento anormal das unhas
  • Pelos opacos
  • Emagrecimento

Os sinais clínicos podem variar de acordo com o indivíduo, mas se não forem tratados, podem levar à morte.

 

Sintomas da leishmaniose no homem

  • Febre persistente
  • Perda de peso
  • Aumento do baço e do fígado
  • Anemia
  • Lesões e úlceras em pele

 

 Assim como nos cães, se a doença não for tratada pode ser letal. Há estimativas de que 90% dos casos não tratados evoluem para óbito e as crianças menores de 10 anos são as mais sensíveis à doença.

 

O tamanho do mosquito transmissor da leishmaniose

Os flebotomíneos transmissores da leishmaniose são muito pequenos, veja a diferença de tamanho entre o mosquito palha transmissor da leishmaniose e o Aedes aegypti transmissor da dengue:

diferença de tamanho entre o mosquito da dengue e o flebotomíneo mosquito que transmite a leishmaniose
Diferença de tamanho entre Flebotomíneo e o Aedes aegypti – Feito com o Canva

Note que o flebotomíneo transmissor da leishmaniose é muito menor quando comparado ao mosquito transmissor da dengue. Por que isso é importante? Porque quando colocamos telas em janelas para prevenir a leishmaniose, a tela deve ser muito fina, capaz de impedir a entrada do vetor.

 

O mosquito que transmite a leishmaniose

Para prevenir a leishmaniose, é importante entender as características do mosquito-palha:

  • São hematófagos, ou seja, se alimentam de sangue
  • São mais ativos no crepúsculo e à noite
  • Procuram abrigo durante o dia e colocam ovos em matéria orgânica úmida. Ex: folhas em quintais;
  • Se escondem próximos às fontes de alimento. Ex: abrigos de animais

Como prevenir a leishmaniose? 

As medidas preventivas para evitar a leishmaniose são baseadas, principalmente, nas características do mosquito:

  • Usar telas finas em portas e janelas
  • Evitar atividades ao ar livre no final do dia
  • Usar repelentes, especialmente ao entardecer
  • Manter o quintal limpo
  • Usar coleiras antiparasitárias em cães
  • Diagnóstico e tratamento precoce
    • No caso dos cães, pode ser instituído o tratamento, vacinação e uso de coleiras antiparasitárias, sob orientação de um médico veterinário.

A leishmaniose é uma doença grave que pode ser fatal se não for tratada. Por isso, é crucial adotar medidas preventivas para proteger a saúde dos seus animais de estimação e a sua própria.

»Se suspeitar de casos de leishmaniose em animais, encaminhe o pet para consulta com um médico veterinário.

»Casos suspeitos de leishmaniose em humanos devem ser direcionados para as unidades básicas de saúde próximas do local de residência.

Elisa F Cruz

Escrever sobre animais é um hobbie e uma diversão. Sempre me intriga as perguntas que as pessoas têm sobre seus bichinhos de estimação.

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